Decentralized-OpenHealth : Identidade Auto-Soberana e Interoperabilidade FHIR/HL7 no Ecossistema Brasileiro
Resumo
A fragmentação dos dados clínicos no Brasil compromete a interoperabilidade e a privacidade no setor de saúde. Para solucionar este problema, este artigo propõe o Decentralized-OpenHealth (D-OH), uma arquitetura que une a Identidade Digital Descentralizada (DID) ao padrão semântico FHIR/HL7. Sob a governança do Ministério da Saúde e alinhado à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o modelo utiliza Credenciais Verificáveis com assinaturas BBS+ para viabilizar Provas de Conhecimento Zero (ZKPs), garantindo ao cidadão a custódia exclusiva e a divulgação seletiva de seu histórico clínico em conformidade com a LGPD. A avaliação de desempenho em uma rede permissionada (Hyperledger Besu), combinada ao armazenamento híbrido via IPFS para exames densos, demonstrou uma redução superior a 99% no payload das credenciais, atestando a alta escalabilidade e a viabilidade técnica da solução para adoção no Sistema Único de Saúde (SUS).
Referências
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