Materiais didáticos sensíveis ao gênero para o ensino do Pensamento Computacional no Fundamental I

  • Mychelline Souto Cunha UFPE
  • Giordano Ribeiro Eulalio Cabral UFPE
  • Liliane Sheyla da Silva Fonseca UNICAP

Resumo


O ensino do Pensamento Computacional (PC) é uma alternativa viável para atrair o público feminino do ensino fundamental para as áreas de STEM. Porém, ele é cheio de desafios, como a escassez de materiais didáticos em português. Além disso, alguns não apresentam características sensíveis ao gênero, como modelos femininos das áreas de STEM e atividades baseadas em Contação de história. Inserir a Computação no ensino fundamental para promover a equidade de gênero é o momento ideal, pois nesse estágio o interesse do público feminino ainda não desvaneceu. O estereótipo de gênero está presente no autorrelato de 247 crianças de 6 a 10 anos. Elas já exibiam de forma implícita e explícita a crença de que “matemática é para meninos”. Propomos neste trabalho um material didático sensível ao gênero para o ensino do PC no fundamental I. Buscamos favorecer a autoeficácia das estudantes através das suas quatro fontes: experiência pessoal, aprendizagem vicária, persuasão verbal e aspectos emocionais.

Link para o vídeo da apresentação: https://youtu.be/WczJexfOCqw

Palavras-chave: Gênero, Autoeficácia, Pensamento Computacional, Materiais didáticos, STEM, Storytelling

Referências

Amaral, M. A., Emer, M. C. F. P., Bim, S. A., Setti, M. G., Gonçalves, M. M. (2017). Investigando questões de gênero em um curso da área de Computação. Revista Estudos Feministas, 25(2), 857-874.

Beyer, S. (2014). Why are women underrepresented in computer science? gender differences in stereotypes, self-efficacy, values, and interests and predictors of future cs course-taking and grades. Computer Science Education, Taylor & Francis, v. 24, n. 2-3, p. 153–192.

Betz, N; Hackett, G. (1981), “The relationship of career-related self-efficacy expectations to perceived career options in college men and women”, Journal of Counseling Psychology , Vol. 28, pp. 399-410.

Bezerra. C (2020). Técnica SCAMPER para ativar a criatividade e a inovação. Disponível em: <https://amplifica.me/scamper-criatividade/>. Acesso em 27 de fev. 2021.

Bandura, A., Barbaranelli, C., Caprara, G. and Pastorelli, C. (2001), “Self-efficacy beliefs as shapers of children’s aspirations and career trajectories”, Child Development , Vol. 72 No. 1, pp. 187-206.

Bandura, A. (1994). Self-Efficacy: In V. S. Ramachaudran (Ed.), Encyclopedia of human behavior. (vol. 4, pp. 71-81). New York, USA: Academic Press (reprinted in H. Friedman [Ed.], Encyclopedia of mental health. San Diego: Academic).

Bong, M.; Skaalvik, E. M. Academic self-concept and self-efficacy: How different are they really? Educational psychology review, Springer, v. 15, n. 1, p. 1–40, 2003.

Camp, T. (2002). The incredible shrinking pipeline. ACM SIGCSE Bulletin, 34(2), 129-134.

Cheryan, S., Ziegler, S. A., Montoya, A. K., & Jiang, L. (2017). Why are some STEM fields more gender balanced than others?. Psychological bulletin, 143(1), 1.

Cvencek, D., Meltzoff, A. N., Greenwald, A. G. (2011). Math–gender stereotypes in elementary school children. Child development, 82(3), 766-779.

Dempsey, J., Snodgrass, R. T., Kishi, I., Titcomb, A. (2015). The emerging role of self-perception in student intentions. In Proceedings of the 46th ACM technical symposium on computer science education (pp. 108-113).

França, R. S. D. (2020). Uma abordagem pedagógica incorporada para o desenvolvimento do pensamento computacional no ensino fundamental.

Farias, S. S., Oliveira, A. D. (2018). Invisibilidade Feminina e Representações Sociais de Gênero em tecnologia e ciências. In 12º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde: Promover e Inovar em Psicologia da Saúde (No. 739, p. 731). Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

Finco, D. (2010). Educação infantil, espaços de confronto e convívio com as diferenças: análise das interações entre professoras e meninas e meninos que transgridem as fronteiras de gênero (Doctoral dissertation, Universidade de São Paulo).

Inga, S. M.; Tristán, O. M. (2020). Por qué hay pocas mujeres científicas? Una revisión de literatura sobre la brecha de género en carreras STEM. aDResearch: Revista Internacional de Investigación en Comunicación, (22), 118-133.

Jenkins, H. Transmedia Storytelling 101. (2007). Disponível em <http://henryjenkins.org/blog/2007/03/transmedia_storytelling_101.html>.Acesso em: 27 jan. 2020.

Lent, R. W.; Brown, S. D.; HACKETT, G. (2002). Social Cognitive Career Theory. Em D. Brown, Career choice and development (pp. 255-311). São Francisco, EUA: Jossey-Bass

Master, A., Cheryan, S., & Meltzoff, A. N. (2016). Computing whether she belongs: Stereotypes undermine girls’ interest and sense of belonging in computer science. Journal of Educational Psychology, 108(3), 424–437.

Román-González, M., Pérez-González, J. C., Jiménez-Fernández, C. (2017). Which cognitive abilities underlie computational thinking? Criterion validity of the Computational Thinking Test. Computers in human behavior, 72, 678-691.

Román-González, M., Pérez-González, J. C., Moreno-León, J., Robles, G. (2018). Extending the nomological network of computational thinking with non-cognitive factors. Computers in Human Behavior, 80, 441-459.

Seneviratne, O. (2017). Making computer science attractive to high school girls with computational thinking approaches: A case study. In Emerging research, practice, and policy on computational thinking (pp. 21-32). Springer, Cham.

Scherer, R. F.; Adams, J. S.; Wiebe, F. A. (1989). Developing entrepreneurial behaviours: A social learning theory perspective. Journal of Organizational Change Management.

Santos. M. Carolina (2018). Por que as mulheres “desapareceram” dos cursos de computação? Disponível em:<https://jornal.usp.br/universidade/por-que-as-mulheres-desapareceram-dos-cursos-de-computacao/>. Acesso em: 20 de julho de 2020.

Szurmak, J., Thuna, M. (2013). Tell me a story: The use of narrative as a tool for instruction. In Imagine, innovate, inspire:The proceedings of the ACRL 2013 conference (pp. 546-552).

Teague, J. (2002). Women in computing: What brings them to it, what keeps them in it?ACM SIGCSE Bulletin, 34(2), 147-158.

Torres-Torres, Y. D., Román-González, M., Pérez-González, J. C. (2019, October). Implementation of unplugged teaching activities to foster computational thinking skills in primary school from a gender perspective. In Proceedings of the Seventh International Conference on Technological Ecosystems for Enhancing Multiculturality (pp. 209-215).

Unesco (2018). Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). – Brasília.

Wing J. M. (2017). Computational thinking influenceon research and education for all. Italian Journal of Educational Technology, 25(2), 7-14.
Publicado
26/04/2021
Como Citar

Selecione um Formato
CUNHA, Mychelline Souto; CABRAL, Giordano Ribeiro Eulalio; FONSECA, Liliane Sheyla da Silva. Materiais didáticos sensíveis ao gênero para o ensino do Pensamento Computacional no Fundamental I. In: LABORATÓRIO DE IDEIAS - SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM COMPUTAÇÃO (EDUCOMP), 1. , 2021, On-line. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2021 . p. 64-65. DOI: https://doi.org/10.5753/educomp_estendido.2021.14878.