DecifrAdas: Entre linhas do tempo e histórias, quem foram elas em STEM?

  • Julya Campos UEA
  • Flávia Brenda UEA
  • João Bernardo UEA
  • Rafaela Melo UEA
  • Fernanda Pires UEA
  • Marcela Pessoa UEA

Resumo


Introdução: A desigualdade de gênero nas áreas de STEM ainda é um desafio significativo, refletido na menor participação de mulheres nesses cursos em comparação aos homens. Esse cenário pode estar relacionado a diversos fatores, entre eles a baixa visibilidade das contribuições femininas nessas áreas. Objetivo: Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo apresentar e fazer as avaliações iniciais da coleção de jogos DecifrAdas, desenvolvida para promover a visibilidade de mulheres em STEM por meio de jogos de tabuleiro. Metodologia ou Etapas: O desenvolvimento seguiu o processo de Game Design Educacional, permitindo a criação de dois jogos não digitais com mecânicas distintas, sendo o “JornAdas no Tempo” e o “Me Conta, Mana”, que compartilham os mesmos componentes. Os dados foram analisados por meio da observação das gravações e dos questionários, buscando identificar as dificuldades e as sugestões de melhorias. Resultados: Os participantes demonstraram interesse pelo conteúdo, mas apresentaram dificuldades na compreensão das regras, e alguns conseguiram recordar nomes e contribuições de figuras femininas.
Palavras-chave: Jogos educacionais, Coleção de jogos, Mulheres em STEM Visibilidade feminina

Referências

Agência Brasil (2025). Only 27Acesso em: 23 mar. 2026.

Barker, L., O’Neill, M., e Kazim, N. (2014). Framing classroom climate for student learning and retention in computer science. In Proceedings of the 45th ACM technical symposium on Computer science education, pages 319–324, New York. ACM.

Blackburn, H. (2017). The status of women in stem in higher education: A review of the literature 2007–2017. Science & Technology Libraries, 36(3):235–273.

da Cunha, U. F. C., Miranda, C. M., e Rambo, M. K. D. (2020). Mulheres nas ciências exatas e tecnologias: um olhar para a universidade federal do tocantins–uft na perspectiva de gênero. Humanidades & Inovação, 7(2):276–289.

de Computação, S. B. (2025). Programa meninas digitais. Acesso em: 27/11/2025.

Digital, C. (2025). Projeto cunhatã digital. Acesso em: 27/11/2025.

dos Santos, N. D. e Marczak, S. (2023). Fatores de atraçao, evasao e permanência de mulheres nas áreas da computaçao. In Women in Information Technology (WIT), pages 136–147. SBC.

Finger, A. F., Bordin, A. S., e de Mello, A. V. (2020). análise da formação acadêmica e da atuação profissional. In Anais do XIV Women in Information Technology, pages 100–109. SBC.

González-Pérez, S., Mateos de Cabo, R., e Sáinz, M. (2020). Girls in stem: Is it a female role-model thing? Frontiers in psychology, 11:564148.

Junges, D. d. L. V., da Rosa, L. P., e Grocinotti, V. G. (2023). A percepção de mulheres estudantes em cursos de graduação das áreas stem. Amazônia: Revista de Educação em Ciências e Matemáticas, 19(42):102–117.

Lopes, L. M., Verino, L., da Silva, A. P., Crisostomo, C. R., Matos, A. P., Itacarambi, M. F., Lourenço, C. R., e Santos, S. K. S. (2023). Conhecendo mulheres cientistas a partir de jogos. In Women in Information Technology (WIT), pages 340–345. SBC.

Moro, M. M. (2022). Lack of diversity: Are you part of the problem or its solution? In Simpósio Brasileiro de Educação em Computação (EduComp), pages 261–271.

Nascimento, L. M. A., de Lima, Y. O., Barbosa, C. E., Costa, L. F. C., Santos, A. M., Galeno, L., Xexéo, G. B., e de Souza, J. M. (2023). Paridade de gênero no ensino superior em stem no brasil: uma análise de 10 anos. In Women in Information Technology (WIT), pages 217–227. SBC.

Nizer, P., Almeida, C., e Venske, S. (2024). Explorando a vida de hedy lamarr em um jogo motivacional para meninas em stem. In Anais do XVIII Women in Information Technology, pages 93–103, Porto Alegre, RS, Brasil. SBC.

Pires, F., Bento, I., Brenda, F., Campos, J., Melo, R., e Pessoa, M. (2025). Protagonistas em cartas: desenvolvimento de um artefato para promover o reconhecimento de mulheres em stem. In Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames), pages 1038–1048. SBC.

Pires, F. G. d. S. (2021). Thinkted lab, um caso de aprendizagem criativa em computação no nível superior.

Plass, J. L., Homer, B. D., e Kinzer, C. K. (2015). Foundations of game-based learning. Educational psychologist, 50(4):258–283.

Programam, M. (2025). Minas programam. Acesso em: 27/11/2025.

Ramos, A. I. M. e Araújo, F. O. (2022). Questões de gênero e a evasão de mulheres nos cursos de computação: Um estudo de caso na região metropolitana de belém. In Anais do XVI Women in Information Technology, pages 186–196. SBC.

Rossiter, M. W. (1993). The matthew matilda effect in science. Social Studies of Science, 23(2):325–341.

Silva, A., Prado, R., Moro, M., e Araujo, A. (2023). Autopercepção de meninas do ensino básico em relação às carreiras de stem. In Anais do XVII Women in Information Technology, pages 91–102, Porto Alegre, RS, Brasil. SBC.

Silva, U. F., Ferreira, D. J., Ambrósio, A. P. L., e Oliveira, J. L. d. S. (2022). Problemas enfrentados por alunas de graduação em ciência da computação: uma revisão sistemática. Educação e Pesquisa, 48.
Publicado
29/09/2026
CAMPOS, Julya; BRENDA, Flávia; BERNARDO, João; MELO, Rafaela; PIRES, Fernanda; PESSOA, Marcela. DecifrAdas: Entre linhas do tempo e histórias, quem foram elas em STEM?. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE JOGOS E ENTRETENIMENTO DIGITAL (SBGAMES), 25. , 2026, Goiânia/GO. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2026 . p. 1307-1318. DOI: https://doi.org/10.5753/sbgames.2026.25624.