Padronização técnica em MLOps: mediação ética, autonomia profissional e governança sociotécnica

  • Francismaile Macedo de Oliveira UTFPR
  • Gustavo Alberto Giménez-Lugo UTFPR
  • Juliana Lopes Silva UTFPR

Resumo


Este artigo visa demonstrar que a padronização técnica em MLOps não é neutra: ela incorpora valores éticos, redistribui autonomia profissional e atua como mecanismo de governança sociotécnica. A análise de repositórios públicos do GitHub mostra que padrões como versionamento, CI/CD, monitoramento e automação de deploy materializam valores como segurança, auditabilidade e responsabilização. Esses padrões restringem a discricionariedade dos profissionais por meio de configurações pré-definidas, mecanismos automáticos de orientação ética e dependência tecnológica criada pela adoção dominante de certas ferramentas. O estudo conclui que padrões técnicos funcionam como vetores normativos e que a governança deve combinar automação com revisão humana e documentação justificativa para equilibrar eficiência, autonomia e responsabilidade.

Palavras-chave: Modelos, MLops, Infraestrutura, Automação

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Publicado
19/07/2026
OLIVEIRA, Francismaile Macedo de; GIMÉNEZ-LUGO, Gustavo Alberto; SILVA, Juliana Lopes. Padronização técnica em MLOps: mediação ética, autonomia profissional e governança sociotécnica. In: WORKSHOP SOBRE AS IMPLICAÇÕES DA COMPUTAÇÃO NA SOCIEDADE (WICS), 7. , 2026, Gramado/RS. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2026 . p. 265-275. ISSN 2763-8707. DOI: https://doi.org/10.5753/wics.2026.21104.