Aceleração de Simulações de Vida Computacional Emergente com CUDA: Experimentos com o Simulador CuBFF
Resumo
Pesquisas recentes elevaram o estudo da vida artificial a um novo patamar ao demonstrarem que programas autorreplicantes podem emergir espontaneamente, sem qualquer projeto ou seleção prévia. Em outras palavras, a autorreplicação pode surgir naturalmente de interações simples entre fragmentos de código em ambientes puramente computacionais — uma descoberta que redefine o conceito de “vida digital”. Entretanto, comprovar empiricamente esses fenômenos exige alto poder computacional, pois as simulações envolvem bilhões de execuções independentes e estocásticas, em que programas interagem, se modificam e dão origem a novos padrões. Para explorar de forma eficiente esse vasto espaço de estados e aplicar métricas complexas de entropia e compressão, torna-se indispensável o uso de processamento paralelo. Neste trabalho, apresentamos nossos experimentos com a versão CUDA do simulador CuBFF e discutimos estratégias para otimizar ainda mais o desempenho, reduzindo custos de comunicação e melhorando o aproveitamento das GPUs no estudo da emergência da vida computacional.
Referências
Gardner, M. (1970). Mathematical games. Scientific American, 223(4):120–123.
Langton, C. G. (1986). Studying artificial life with cellular automata. Physica D: Nonlinear Phenomena, 22(1):120–149. Proceedings of the Fifth Annual International Conference.
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Paradigms of Intelligence (2024). Cubff: Cuda-based implementation of a self-modifying soup of programs. [link].
