Barreiras Invisíveis à Permanência de Mulheres na Tecnologia: Relato de Experiências na Amazônia Ocidental

##plugins.pubIds.doi.readerDisplayName## https://doi.org/10.5753/wit.2026.22091

Resumen


A permanência de mulheres na tecnologia esbarra em obstáculos sis-têmicos. Este artigo apresenta um relato de experiência duplo, na Amazônia Ocidental, analisando essas barreiras sob uma ótica interseccional. O estudo articula duas realidades de exclusão: os desafios de uma mulher cisgênero con-ciliando maternidade e academia sem apoio institucional, e a trajetória de uma mulher travesti enfrentando violência algorítmica e transfobia corporativa. As narrativas demonstram como a deslegitimação técnica e a rigidez de infraes-truturas (físicas e de software) impulsionam a evasão. Conclui-se que superar essas desigualdades exige o urgente redesenho sociotécnico dos ambientes para acolher a pluralidade humana.

Citas

Agência Brasil (2025). Apenas 27% das mulheres em cursos de ciências concluíram os estudos. Disponível em: [link]. Acesso em: 26 fev. 2026.

Andrade, L. N. d. (2012). Travestis na escola: assujeitamento ou resistência à ordem normativa. Tese de doutorado, Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Educação Brasileira, Fortaleza (CE).

Benevides, B. G. and Nogueira, S. N. B. (2019). Dossiê dos assassinatos e da violência contra travestis e transexuais no Brasil em 2018. ANTRA, Brasília. Disponível em: [link]. Acesso em: 10 fev. 2026.

Berry, A., McKeever, S., Murphy, B., and Delany, S. J. (2022). Addressing the “leaky pipeline”: A review and categorisation of actions to recruit and retain women in com-puting education. IEEE Transactions on Education, 65(4):577–586.

Budig, M. J. and England, P. (2001). The wage penalty for motherhood. American Sociological Review, 66(2):204–225.

Campos, E. et al. (2022). Women retention in stem higher education: A systematic map-ping of gender issues. Education Sciences, 12(3):1–20.

Cech, E. A. and Blair-Loy, M. (2019). The changing career trajectories of new parents in stem. Proceedings of the National Academy of Sciences, 116(10):4182–4187.

Faulkner, W. (2009). Doing gender in engineering workplace cultures. i. observations from the field. Engineering Studies, 1(1):3–18.

Guedes, M. C. and Araújo, E. B. (2020). Desigualdades regionais na produção científica brasileira. Revista Brasileira de Pós-Graduação, 16(36).

Inep (2025). Apresentação do censo da educação superior 2024. Disponível em: [link]. Acesso em: 26 fev. 2026.

Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados (2025). Taxa de conclusão feminina em cursos de ciências caiu quase 50%. Disponível em: [link]. Acesso em: 26 fev. 2026.

Oliveira, M. R. G. d. (2018). Por que o movimento social de negras e negros não me abraça? Sur - Revista Internacional de Direitos Humanos, 15(28):167–179.

Perez, C. C. (2019). Invisible women: Data bias in a world designed for men. Abrams Press, New York.

Rodrigues da Cunha, A. C. R. and Tomaz, L. B. P. (2025). Conectando mulheres à stem: um panorama dos eventos de empoderamento feminino na tecnologia da informação. In Anais do Women in Information Technology (WIT). Sociedade Brasileira de Com-putação.

Santos, N. D. and Marczak, S. F. (2023). Fatores de atração, evasão e permanência de mulheres nas áreas da computação. In Anais do Women in Information Technology (WIT). Sociedade Brasileira de Computação.

Silva, T. (2022). Racismo Algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitais. Edições Sesc, São Paulo.
Publicado
19/07/2026
CARVALHO, Esther Hadassa Lima de; BELLONA, Thay Guimarães. Barreiras Invisíveis à Permanência de Mulheres na Tecnologia: Relato de Experiências na Amazônia Ocidental . In: ACTAS DEL WOMEN IN INFORMATION TECHNOLOGY (WIT), 20. , 2026, Gramado/RS. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2026 . p. 378-388. ISSN 2763-8626. DOI: https://doi.org/10.5753/wit.2026.22091.