Reflexões Epistemológicas sobre um Framework para IA na Educação Básica

  • Edison Ishikawa UnB
  • Maria de Fátima Ramos Brandão UnB

Resumo


O Framework da Inteligência Artificial Generativa na Educação (FIAGE) é um ensaio propositivo que oferece uma visão sistêmica para o uso da IAG na Educação Básica brasileira. Insere-se na Era da Quasi-Singularidade, que demanda a formação crítica das novas gerações para evitar cenários distópicos. Seu objetivo central é garantir o protagonismo humano no processo educativo, assumindo a IAG um papel coadjuvante no processo. O FIAGE preenche lacunas conceituais de frameworks internacionais, como UNESCO e OCDE. Também se contrapõe à visão da Educação Digital como projeto neoliberal. Seu diferencial é a incorporação do Poder como valor fundante visando a uma educação transformadora e libertadora, alinhada a visão de Paulo Freire.

Referências

Allen, L. K. and Kendeou, P. (2024). Ed-ai lit: An interdisciplinary framework for ai literacy in education. Policy Insights from the Behavioral and Brain Sciences, 11(1):3–10.

Alter, S. (2021). 4.0 international (cc by 4.0). requirements engineering for sociotechnical systems that may include mixed initiative interactions between humans and machines.

Arão, C. (2024). Por trás da inteligência artificial: uma análise das bases epistemológicas do aprendizado de máquina. Transformação.

Avison, D., Bjørn-Andersen, N., Coakes, E., Davis, G. B., Earl, M. J., Elbanna, A., Fitzgerald, G., Galliers, R. D., Hirschheim, R., Iivari, J., et al. (2006). Enid mumford: a tribute. Information Systems Journal, 16(4).

Baranauskas, M. C. C., Duarte, E. F., and Valente, J. A. (2024). Interação socioenativa: Abordando a intersubjetividade em cenários de design ubíquos. In Simpósio Brasileiro sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC), pages 257–261. SBC.

Caetano, M. R. and Peroni, V. M. V. (2022). Relações entre o público e o privado na educação brasileira: neoliberalismo e neoconservadorismo-projetos em disputa. Trabalho necessário. Rio de Janeiro, RJ. Vol. 20, n. 42 (2022), p. 1-26.

Carabantes, M. (2020). Black-box artificial intelligence: an epistemological and critical analysis. AI society 35, no. 2, 309-317.

Carabantes, M. (2021). Smart socio-technical environments: a paternalistic and humanistic management proposal. Philosophy Technology.

Chen, B. (2025). Beyond tools: Generative ai as epistemic infrastructure in education. arXiv preprint arXiv:2504.06928.

Chiu, T. K. F., Meng, H., Chai, C.-S., King, I., Wong, S., and Yam, Y. (2022). Creation and evaluation of a pretertiary artificial intelligence (ai) curriculum. IEEE Transactions on Education, 65(1):30–39.

Coelho, M. A., dos Santos Araújo, C. H., Soares, D., Ferraro, S. B., and Vieira, L. C. (2025). Desinformação, inteligência artificial e educação: desafios epistêmicos e propostas formativas para um currículo crítico. Caderno Pedagógico, 22(12):e20667–e20667.

Creely, E. and Janssen, K. (2025). Onto-epistemological understandings of generative artificial intelligence in education. International Journal of Changes in Education, 2(2):55–65.

Cukurova, M., Miao, F., et al. (2024). AI competency framework for teachers. UNESCO Publishing.

da Silva, J. M. (2018). Material Didático de Gestão de Projetos de TI. Editor Independente.

da Silva, L. V. and Buzato, M. E. K. (2023). Inteligência artificial e suas opacidades: um estudo filosófico-interdisciplinar. XXXI Congresso de Iniciação Científica-UNICAMP.

de Faria, J. H. (2022). Introdução à epistemologia: dimensões do ato epistemológico. Paco e Littera.

de Lima, P. V. (2025). TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: políticas educacionais e relações entre o público e o privado na era digital do capitalismo. PhD thesis, Faculdade de Educação/ Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Denning, P. J. (2025). Three ai futures. Communications of the ACM, 68(8):31–33.

Dickerson, P. (2024). Learning with socrates: How generative ai and ancient pedagogy can develop students’ critical thinking skills. In Artificial intelligence applications in higher education, pages 90–105. Routledge.

dos Santos Lima, M. and Peixoto, J. (2025). O tecnocentrismo na política nacional de educação digital: algumas reflexões. Revista Sapiência: sociedade, saberes e práticas educacionais (2238-3565), 14(2):224–235.

Duarte, E. F., Mendoza, Y. L. M., and Baranauskas, M. C. C. (2022). Design socioenativo de instalações interativas sobre o tempo profundo: um estudo de caso. In Simpósio Brasileiro sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC), pages 230–231. SBC.

Ferreira, A. A. (2023). Código de ética docente: Um novo instrumento para fomentar a ética ou mais um instrumento de controle? Frigo, L. F. (2022). EDUCAÇÃO DIGITAL, EDUCAÇÃO DESIGUAL: A influência do neoliberalismo na glocalização da educação brasileira em contexto pandêmico. PhD thesis, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Gonçalves, D. A., Caceffo, R. E., and Baranauskas, M. C. C. (2021). Analysis of emotion in socioenactive systems. In International Conference on Human-Computer Interaction, pages 535–544. Springer.

Hoffmann, C. H. (2023). A philosophical view on singularity and strong ai. AI & SOCIETY, 38(4):1697–1714.

Jacques, J. S. and Mallmann, E. M. (2024). Cultura rea: A ética e a estética na formação docente. Revista Portuguesa de Educação, 37(2):e24046–e24046.

Jia, J. Y. (2020). How to Create Your Own Framework, pages 115–128. Springer International Publishing, Cham.

Koopman, O. and Koopman, K. J. (2025). Generative ai and the [south] african university curriculum: A tool for decolonization or a threat to progress. Artificial Intelligence and Human Agency in Education: Volume Two: AI for Equity, Well-Being, and Innovation in Teaching and Learning, pages 201–216.

Kotsiou, A., Fajardo-Tovar, D. D., Cowhitt, T., Major, L., and Wegerif, R. (2022). A scoping review of future skills frameworks. Irish Educational Studies, 41(1):171–186.

Kurzweil, R. (2005). The singularity is near. Palgrave Macmillan UK.

Kurzweil, R. (2024). The singularity is near. Viking.

Larrosa, J. et al. (1994). Tecnologias do eu e educação. O sujeito da educação: estudos foucaultianos. Petrópolis: Vozes, 1(994):35–86.

Licklider, J. C. (1960). Man-computer symbiosis. IRE transactions on human factors in electronics, (1):4–11.

Lu, W. and Hu, Z. (2025). Addressing autonomy risks in generative chatbots with the socratic method. Science and Engineering Ethics, 31(6):41.

MCTI (2025). IA para o bem de todos: Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. MCTI.

Miao, F., Shiohira, K., et al. (2024). AI competency framework for students. UNESCO Publishing.

Mumford, E. (2006). The story of socio-technical design: Reflections on its successes, failures and potential. Information systems journal, 16(4):317–342.

OCDE (2025). Empowering Learners for the Age of AI An AI Literacy Framework for Primary and Secondary Education. OCDE.

Pedro, F., Subosa, M., Rivas, A., and Valverde, P. (2019). Artificial intelligence in education: Challenges and opportunities for sustainable development.

Pires, D. d. O. and Barbosa, R. P. (2024). O capitalismo na era digital e os processos de privatização da educação: análise da reforma do ensino médio e do componente curricular projeto de vida. Revista Exitus, 14.

PMI (2025). A guide to the project management body of knowledge (pmbok® guide). Project Management Institution, 8th edition.

Saura, G., Adrião, T., and Arguelho, M. (2024). Reforma educativa digital: agendas tecnoeducativas, redes políticas de governança e financeirização edtech. Educação & Sociedade, 45:e286486.

Silva, P., Ishii, I., and Krasilchik, M. (2023). Código de ética para a profissão docente: percepções e opiniões de educadores. Educação em Revista, 39:e41031.

Sohn, S. M. (2024). The Last AI: Of Humanity Climbing The AI Pyramid. Kindle Store.

Teixeira, M. S. (2016). Ética do discurso em jürgen habermas: a importância da linguagem para um agir comunicativo. Revista Opinião Filosófica, 7(2):304–315.

Varoufakis, Y. (2024). Technofeudalism: What killed capitalism. Melville House.

Wiener, N. (1948). Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. Paris, (Hermann Cie) Camb. Mass. (MIT Press).

Éverton Vasconcelos de Almeida (2021). “Quando você se torna um educador Google”: integração de tecnologias digitais ao currículo da Educação Básica como estratégia neoliberal. PhD thesis, Universidade Federal de Santa Catarina.
Publicado
04/05/2026
ISHIKAWA, Edison; BRANDÃO, Maria de Fátima Ramos. Reflexões Epistemológicas sobre um Framework para IA na Educação Básica. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM COMPUTAÇÃO (EDUCOMP), 6. , 2026, Campo Grande/MS. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2026 . p. 828-842. ISSN 3086-0733. DOI: https://doi.org/10.5753/educomp.2026.18572.