Ser negra e professora de Computação: epistemologias insurgentes

  • Andreia Pinheiro dos Santos Silva UFBA
  • Ecivaldo de Souza Matos UFBA / USP

Resumo


Este ensaio apresenta posicionamento interseccionalizado pautado em resultados iniciais de uma análise qualitativa sobre o desenvolvimento das identidades docentes de mulheres negras que atuam como professoras de Computação na região do Recôncavo Baiano. A partir de narrativas autobiográficas e heterobiográficas, investigou-se como as identidades raciais e profissionais se constroem e se articulam ao longo de suas trajetórias enquanto estudantes e docentes da área. Fundamentado no pensamento feminista negro, especialmente no conceito de “escrevivências” proposto por Conceição Evaristo, o trabalho evidencia que narrar experiências vividas constitui um ato político e um processo de construção de conhecimento. Os resultados indicam que o desenvolvimento da identidade docente dessas mulheres ocorre de maneira interseccional, por meio da articulação dos marcadores de raça, gênero e profissão, e revelam práticas pedagógicas comprometidas com a transformação social. Espera-se que este artigo contribua para o fortalecimento de perspectivas formativas mais plurais e para a ampliação das discussões sobre diversidade na Educação em Computação.

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Publicado
04/05/2026
SILVA, Andreia Pinheiro dos Santos; MATOS, Ecivaldo de Souza. Ser negra e professora de Computação: epistemologias insurgentes. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM COMPUTAÇÃO (EDUCOMP), 6. , 2026, Campo Grande/MS. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2026 . p. 857-869. ISSN 3086-0733. DOI: https://doi.org/10.5753/educomp.2026.18781.