Design instrucional orientado a artefatos: uma abordagem participativa e distribuída

  • Filipe Adeodato Garrido Universidade Federal da Bahia (UFBA)
  • Beatriz Brito do Rêgo Universidade Federal da Bahia (UFBA)
  • Ecivaldo de Souza Matos Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Resumo


Um dos grandes desafios na concepção de cursos online é o processo de criação do conteúdo instrucional/educacional. A existência de discursos (de interação humano-computador e instrucional) difusos em cursos online pode comprometer a qualidade do curso, ao interferir no percurso instrucional ou na interação dos estudantes. A harmonização desses discursos é uma atividade complexa e, por consequência, um desafio de pesquisa. O design instrucional concebido sob uma perspectiva participativa entre os membros da equipe responsável pelo conteúdo pode favorecer a harmonização dos discursos durante a criação do curso. Nesse sentido, este artigo apresenta um framework conceitual de design instrucional distribuído e online, intermediado por artefatos para concepção de cursos MOOC. Esse processo foi avaliado durante a concepção de um curso com stakeholders geograficamente distribuídos.
Palavras-chave: design instrucional, artefatos, MOOC, aprendizagem online, participação

Referências

Águas, S. (2012). Do design ao co-design: uma oportunidade de design participativo na transformação do espaço público. On the Waterfront. Public Art. Urban Design. Civic Participation. Urban Regeneration, (22):57–70.

Alario Hoyos, C., Pérez Sanagustín, M., Cormier, D., e Delgado Kloos, C. (2014). Proposal for a conceptual framework for educators to describe and design moocs. Journal of Universal Computer Science (JUCS), 20(1):6–23.

Alves, D. D. e Matos, E. S. (2017a). Desafios no uso de design participativo em ambientes distribuídos de desenvolvimento de software educacional livre. Revista de Sistemas e Computação-RSC, 7(2).

Alves, D. D. e Matos, E. S. (2017b). Design participativo em ambientes distribuídos de desenvolvimento de software educacional livre: desafios de pesquisa. Anais dos Workshops do Congresso Brasileiro de Informática na Educação, 6(1):1354.

Baranauskas, M. C. C., Martins, M. C., e Valente, J. A. (2013). Codesign de Redes Digitais: tecnologia e educação a serviço da inclusão social. Penso Editora.

Branson, R. K., Rayner, G. T., Cox, J. L., Furman, J. P., e King, F. (1975). Interservice Procedures for Instructional Systems Development. Phase 4 and 5. Implement and Control. Technical report, Florida State Univ Tallahassee Center For Educational Technology (ED 122 022).

Danielson, C. (2011). Enhancing professional practice: A framework for teaching. Association for Supervision and Curriculum Development - ASCD.

Danielson, C. (2013). The framework for teaching evaluation instrument, 2013 instructionally focused edition. Retrieved January, 17:2017.

Fayad, M. e Schmidt, D. C. (1997). Object-oriented application frameworks. Communications of the ACM, 40(10):32–38.

Ferraz, A., Belhot, R. V., et al. (2010). Taxonomia de bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Gestão Produção, São Carlos, 17(2):421–431.

Filatro, A. (2008). Design instrucional na prática. Pearson Education do Brasil.

Filatro, A. e Piconez, S. C. B. (2004). Design instrucional contextualizado. São Paulo: Senac.

Grainger, B. (2013). Introduction to moocs: avalanche, illusion or augmentation. Policy Brief - UNESCO (july). Institute for Information Technologies in Education. URL: [link].

Luck, R. (2003). Dialogue in participatory design. Design studies, 24(6):523–535.

Markopoulos, P., Read, J. C., MacFarlane, S., e Hoysniemi, J. (2008). Evaluating children’s interactive products: principles and practices for interaction designers. Elsevier.

Melo, A. M. e Baranauskas, M. C. C. (2006). Design para a inclusão: desafios e proposta. Anais VII Simpósio Brasileiro sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais, pages 11–20.

Muller, M. J., Haslwanter, J. H., e Dayton, T. (1997). Participatory practices in the software lifecycle. In Handbook of Human-Computer Interaction (Second Edition), pages 255–297. Elsevier.

Osterwalder, A. e Pigneur, Y. (2010). Business model canvas. Self published. Last.

Reiser, R. A. (2001). A history of instructional design and technology: Part i: A history of instructional media. Educational technology research and development, 49(1):53.

Rosa, J. e Matos, E. (2016). Semio-participatory framework for interaction design of educational software. Proceedings of the 15th Brazilian Symposium on Human Factors in Computer Systems, page no 33.

Silva, B. S. (2010). O Uso de Casos na Reflexão em Ação em Atividades de Design de IHC. PhD thesis, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Spinuzzi, C. (2005). The methodology of participatory design. Technical communication, 52(2):163–174.
Publicado
29/10/2018
GARRIDO, Filipe Adeodato; RÊGO, Beatriz Brito do; MATOS, Ecivaldo de Souza. Design instrucional orientado a artefatos: uma abordagem participativa e distribuída. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO (SBIE), 29. , 2018, Fortaleza/CE. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2018 . p. 258-267. DOI: https://doi.org/10.5753/cbie.sbie.2018.258.