Uma análise cognitiva entre a emergência de padrões em narrativas infantis e elementos do Pensamento Computacional

  • Fernanda Pires Universidade do Estado do Amazonas (UEA) / Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • José Carlos Duarte Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
  • Larissa Pessoa Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Karla Susiane Pereira Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Rafaela Melo Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
  • Rosiane de Freitas Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Resumo


Muito tem sido dito sobre a importância do desenvolvimento do Pensamento Computacional como uma competência cognitiva essencial, mas, seriam essas características inatas ou não? Neste trabalho é investigado se em narrativas infantis, na criação de histórias, emergem padrões correlacionados às variáveis consideradas essenciais para o desenvolvimento do Pensamento Computacional, com base nos processos de aprendizagem (epistemologia genética), a partir da neurociência cognitiva e da abstração reflexionante, para a compreensão dos processos mentais de crianças. Foram utilizados métodos mistos durante o processo, sendo parte experimental, com uma amostra de vinte e sete indivíduos que compuseram dez narrativas. Resultados preliminares apontam para a emergência de um padrão, mesmo nas histórias que podem ser classificadas como “sem roteiro”, que se enquadre nas possibilidades de contar história pelo Scratch 2.0 e, também, nos pilares do Pensamento Computacional decomposição, padrão, abstração e algoritmo.

Palavras-chave: Pensamento Computacional, narrativas infantis, contação de histórias, Scratch 2.0, decomposição de problemas

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Publicado
29/10/2018
PIRES, Fernanda; DUARTE, José Carlos; PESSOA, Larissa; PEREIRA, Karla Susiane; MELO, Rafaela; FREITAS, Rosiane de. Uma análise cognitiva entre a emergência de padrões em narrativas infantis e elementos do Pensamento Computacional. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO (SBIE), 29. , 2018, Fortaleza/CE. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2018 . p. 1193-1202. DOI: https://doi.org/10.5753/cbie.sbie.2018.1193.