Treinamento Odontológico Imersivo por meio de Realidade Virtual
Resumo
O treinamento de procedimentos médicos invasivos na etapa pré-clínica é um grande desafio educacional. A abordagem tradicional, com animais e cadáveres, apresenta problemas éticos e práticos. Uma solução promissora é a utilização de realidade virtual (RV), que permite simulações realistas de baixo custo, repetibilidade e feedback em tempo real. Tal constatação motivou o desenvolvimento do ambiente VIDA Odonto, o qual utiliza tecnologias avançadas de RV, modelagem realista do paciente e interação imersiva tridimensional. O protótipo desenvolvido foi testado e avaliado por profissionais com experiência na prática clínica e principiantes, demonstrando a sua viabilidade de se tornar um recurso educacional relevante em cursos de odontologia.
Referências
Battulga, B., Konishi, T., Tamura, Y., and Moriguchi, H. (2012). The effectiveness of an interactive 3-dimensional computer graphics model for medical education. Interactive journal of medical research, 1(2).
Biocca, F., Harms, C., and Gregg, J. (2001). The networked minds measure of social presence: Pilot test of the factor structure and concurrent validity. In 4th annual International Workshop on Presence, Philadelphia, PA, pages 1–9.
Bowman, D. A., Kruijff, E., LaViola Jr, J. J., and Poupyrev, I. (2001). An introduction to 3-d user interface design. Presence: Teleoperators and virtual environments, 10(1):96.
Corrêa, C. G. (2015). Simulação de inserção de agulha para treinamento de procedimento de anestesia odontológica. PhD thesis, Universidade de São Paulo.
Finkelstein, P. and Mathers, L. H. (1990). Post-traumatic stress among medical students in the anatomy dissection laboratory. Clinical Anatomy, 3(3):219–226.
Gustavson, N. (1988). The effect of human dissection on first-year students and implications for the doctor-patient relationship. Academic Medicine, 63(1):62–4.
Hancock, D., Williams, M., and Taylor, A. (1998). Psychological impact of cadavers and prosections on physiotherapy and occupational therapy students. Australian Journal of Physiotherapy, 44(4):247–255.
McLachlan, J. C., Bligh, J., Bradley, P., and Searle, J. (2004). Teaching anatomy without cadavers. Medical education, 38(4):418–424.
Melo, C., Aceiro, J., Nunes, F., Tori, R., and Muntoreanu, I. (2011). Implementação de atlas virtual: Definição de procedimentos e ações para o ensino da assistência ao parto. VII Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal, pages 4291–4297.
Pinho, M. and Rebelo, I. (2004). Interação em ambientes virtuais imersivos. In: Realidade Virtual - Conceitos e Tendências, page 109.
Poyade, M., Lysakowski, A., and Anderson, P. (2014). Development of a haptic training simulation for the administration of dental anaesthesia based upon accurate anatomical data.
Tori, R. (2010). Educação sem distância - as tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem. São Paulo: Senac, 2010. 256p.
Tori, R., Marques, F., Nakamura, R., Bernardes, J., Corrêa, C., and Tokunaga, D. (2009a). Design de interação para um atlas virtual de anatomia usando realidade aumentada e gestos. Interaction South America, 9.
Tori, R., Nunes, F. L., Gomes, V. H., and Tokunaga, D. M. (2009b). Vida: Atlas anatômico 3D interativo para treinamento a distância. In XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Computação, volume 1.
Vora, J., Nair, S., Gramopadhye, A. K., Duchowski, A. T., Melloy, B. J., and Kanki, B. (2002). Using virtual reality technology for aircraft visual inspection training: presence and comparison studies. Applied Ergonomics, 33(6):559–570.
Xu, D. (2006). A neural network approach for hand gesture recognition in virtual reality driving training system of spg. In Pattern Recognition, 2006. ICPR 2006. 18th International Conference on, volume 3, pages 519–522. IEEE.
