Representativeness of women in postgraduate programs in computer science in Brazil

  • Douglas Farias Cordeiro UFG
  • Anelise Souza Rocha UFG
  • Kátia Kelvis Cassiano UFG
  • Núbia Rosa da Silva UFG

Resumo


Da cultura patriarcal de gênero emergem iniquidades que se manifestam nas relações sociais e trabalhistas. As mulheres ainda protagonizam disparidades na participação e produção de cunho científico em todo o mundo, sendo mais evidente em áreas tecnológicas. Este artigo apresenta uma análise descritiva explorató́ria da docência de pós-graduação em Ciência da Computação no Brasil, tratando aspectos da representatividade por gênero naquela área. Os resultados revelaram que, apesar dos programas de incentivo à participação das mulheres nas áreas de tecnologia, nos últimos 15 anos houve uma redução significativa na proporcionalidade de mulheres na docência de pós-graduação em Ciência da Computação no Brasil. Além disso, a faixa etária predominante de mulheres na área é de 40-69 anos, sugerindo uma investigação sobre o impacto de outros fatores na participação ativa como a maternidade, por exemplo.

Palavras-chave: Mulheres, Ciência da Computação, Pós-Graduação, Análise de Dados

Referências

Agarwal, S., Mittal, N., Katyal, R., Sureka, A., and Correa, D. (2016). Women in computer science research.ACM Computers & Society, 46(1):7–19.

Araujo, A. M. C. and Facchini, R. (2018). Mulheres e direitos humanos no brasil: avancos e desafios. Jornal da Unicamp.
Online:https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/direitos-humanos/mulheres-e-direitos-humanos-no-brasil-avancos-e-desafios.

Barbosa, M. C. and Lima, B. S. (2013). Mulheres na fısica do brasil: Por que tao poucas? e por que tao devagar? In Yannoulas, S. C., editor, Trabalhadoras: análise da feminização das profissoes e ocupações. Editorial Abaré, Brasília, DF, Brazil.

Beltrao, K. I. and Diniz, J. E. (2009). A reversao do hiato de gênero na educação brasileira no seculo xx. Cadernos de Pesquisa, 39(136):125–156.

Citeli, M. T. (2000). Mulheres nas ciências: mapeando campos de estudos. Cadernos Pagu, (15):39–75.

DuBow, W. M., Quinn, B. A., Townsend, G. C., Robinson, R., and Barr, V. (2016). Efforts to make computer science more inclusive of women. ACM Inroads, 7(4):74–80.

ELSEVIER (2017). Gender in the global research landscape. Online. https://www.elsevier.com/research-intelligence/campaigns/gender-17.

Fernandes, J. L. F. and Cordeiro, D. F. (2016). Avaliaçao de formatos de publicação de dados abertos governamentais através de indicadores de usabilidade. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, 9(1):65–83.

Fraga, A. and de Oliveira, S. R. (2020). Mobilidades no labirinto: tensionando as fronteiras nas carreiras de mulheres. Cadernos EBAPE.BR, 0(0):1–21.


Francelin, M. M. (2004). Ciência, senso comum e revoluções científicas: ressonâncias e paradoxos. Ci. Inf., 33(3):26–34.

Freitas, L. B. and Luz, N. S. (2017). Gênero, ciência e tecnologia: estado da arte a partir de periódicos de gênero. Cadernos Pagu, (49):e174908.

Frieze, C. and Quesenberry, J. L. (2019). How computer science at cmu is attracting andretaining women.Communications of the ACM, 62(2):23–26.

Garcia, L. P. and Duarte, E. (2017). Equidade de sexo e gênero na pesquisa e na publicação científica. Epidemiol. Serv. Saúde, 26(3):431–432.

INEP (2017). Censo da Educação Superior 2017: notas estat ́ısticas. INEP-MEC, Brasília, DF, Brazil.

Keller, E. F. (2006). Qual foi o impacto do feminismo na ciência? Cadernos Pagu,(27):13–34.

Lopes, M. M. (1998). Aventureiras nas ciências: refletindo sobre gênero e história das ciências naturais no Brasil. Cadernos Pagu, (10):345–368.

Louro, G. L. (2004). Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós estruturalista. Vozes, Petrópolis, RJ, Brazil.

Matheis, L. (2016). Reflexões sobre a participação de mulheres na ciência a partir de estudos de casos no curso de física da UFRJ. CSOnline - Revista Eletrônica de Ciências Sociais, (21):60–83.

Moreira, J. A., Silva, R. M., and Carvalho, M. E. P. (2018). Cenários prospectivos: Uma visão do futuro da presença feminina em cursos de ciência da computação de uma instituição de ensino superior. In: Anais do XXVI Workshop sobre Educação em Computação (WEI), Porto Alegre. Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

Silva, R. M., and Carvalho, M. E. P. (2018). Cenários prospectivos: Uma visão do futuro da presença feminina em cursos de ciência da computação de uma instituição de ensino superior. In: Anais do XXVI Workshop sobre Educação em Computação (WEI), Porto Alegre. Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

Nuemberg, A. H. (2005). Gênero no contexto da produção brasileira em Psicologia. Doutorado, Centro de Filosofia e Ciências Humanas - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brazil.

Olinto, G. (2011). A inclusão das mulheres nas carreiras de ciência e tecnologia no brasil. Inc. Soc., 5(1):68–77.

ONU (2018). Mulheres e direitos humanos no brasil: avanços e desafios. Direitos Humanos das Mulheres.

Sardenberg, C. M. B. (2002). Da crítica feminista à ciência a uma ciência feminista? In: Costa, A. A. A. and Sardenberg, C. M. B., editors, Feminismo, ciência e tecnologia, pages 89–120. REDOR, Salvador.

Schienbinger, L. (2001). O feminismo mudou a ciência? EDUSC, Bauru, SP, Brazil.
Publicado
30/06/2020
Como Citar

Selecione um Formato
CORDEIRO, Douglas Farias; ROCHA, Anelise Souza; CASSIANO, Kátia Kelvis; DA SILVA, Núbia Rosa. Representativeness of women in postgraduate programs in computer science in Brazil. In: WOMEN IN INFORMATION TECHNOLOGY (WIT), 14. , 2020, Cuiabá. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2020 . p. 110-119. DOI: https://doi.org/10.5753/wit.2020.11281.